quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Fracções de mim

Indigo sky swept clear of fleecy clouds, gaunt trees in­finitely extended, their black boughs gesticulating like a sleep-walker. Sombre, spectral trees, their trunks pale as dear ash. A silence supreme and altogether European. Shutters drawn, shops barred. A red glow here and there to mark a tryst. Brusque the facades, almost forbidding; immaculate except for the splotches of shadow cast by the trees. Passing by the Orangerie I am reminded of an­other Paris, the Paris of Maugham, of Gauguin, Paris of George Moore. I think of that terrible Spaniard who was then startling the world with his acrobatic leaps from style to style. I think of Spengler and of his terrible pronunciamentos, and I wonder if style, style in the grand manner, is done for. I say that my mind is occupied with these thoughts, but it is not true; it is only later, after I have crossed the Seine, after I have put behind me the carnival of lights, that I allow my mind to play with these ideas. For the moment I can think of nothing—except that I am a sentient being stabbed by the miracle of these wa­ters that reflect a forgotten world. All along the banks the trees lean heavily over the tarnished mirror; when the wind rises and fills them with a rustling murmur they will shed a few tears and shiver as the water swirls by. I am suffocated by it. No one to whom I can communicate even a fraction of my feelings....
H.M.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Muito longe

«STAR: How did you come to write a political novel?
PAMUK: I was not a political person when I began writing 20 years ago. The previous generation of Turkish authors were too political, morally too much involved. They were essentially writing what Nabokov would call social commentary. I used to believe, and still believe, that that kind of politics only damages your art. Twenty years ago, 25 years ago, I had a radical belief only in what Henry James would call the grand art of the novel. But later, as I began to get known both inside and outside of Turkey, people began to ask political questions and demand political commentaries. Which I did because I sincerely felt that the Turkish state was damaging democracy, human rights and the country. So I did things outside of my books.
STAR: Such as?
PAMUK: Write petitions, attend political meetings, but essentially make commentaries outside of my books. This made me a bit notorious, and I began to get involved in a sort of political war against the Turkish state and the establishment, which 10 years ago was more partial to nationalists. Anyway, I said to myself, Why don't I once write a political novel and get all of this off my chest?
STAR: Did you have trouble publishing ''Snow'' in Turkey? How was it received by Islamists and others?
PAMUK: Before the publication of the book I told my friends and my publisher that I was finishing an outspoken political novel. Shall we show this to lawyers? And they said, No, no, no, now that Turkey is hoping to get in touch with Europe and now that you're nationally -- internationally -- ''famous,'' you don't need to do that. O.K. And after some time I gave my publishers the book. Here is the book, I said. And a week later they called me and said they'd read the book, loved the book, but they wanted my permission to show it to a lawyer. They were worried that the public prosecutor might open a case, or confiscate the book before its publication. The first printing was 100,000 copies. They were essentially worried about the economic side of the thing. For example, they hid the book in a corner, so if it were confiscated, they could keep some copies for themselves. But none of these pessimistic things happened. In fact, the country seriously discussed the book. Half of the political Islamists and people who backed the army attacked me. On the other hand, I survived. Nothing happened to me. And in fact it worked the way I hoped it would. Some of those radical Islamists criticized the book with very simplistic ideas, such as ''You're trying to describe Islamists but you have to know that an Islamist would never have sex with a woman without getting married.'' On the other hand, more liberal Islamists were pleased that at least the harassment they had been exposed to by the Turkish Army is mentioned.»

Parte da entrevista publicada no TNYT em 15 de Agosto de 2004, feita ao telefone pelo editor sénior da revista do TNYT, Alexander Star

domingo, 30 de dezembro de 2007

Pedro e Inês


Pedro, lembrando Inês. Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite. É verdade que te podia dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?" Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor: ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste.
N.J.

Cruzes canhoto

El hombre que pide a los dioses la muerte es un loco: no hay en la muerte nada tan bueno como la miseria de la vida.
E.S.

A Flor que furou o asfalto


Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cizenta. Melancolias, mercadorias, espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova. As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase. Vomitar este tédio sobre a cidade. Quarenta e tal anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado. Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos os homens voltam pra casa. Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdoá-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ração diária de erro, distribuída em casa. Os ferozes padeiros do mal. Os ferozes leiteiros do mal. Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima. Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

C.D.A.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Amor vem de Amor

O real não está na saída e nem na chegada, está na travessia.

J.G.R.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Beppo - Adão anterior ao Paraíso



El gato blanco y célibe se mira

en la lúcida luna del espejo

y no puede saber que esa blancura

y esos ojos de oro que no ha visto

nunca en la casa son su propia imagen

¿Quién le dirá que el otro que lo observa

es apenas un sueño del espejo?

Me digo que esos gatos armoniosos

el de cristal y el de caliente sangre,

son simulacros que concede el tiempo

un arquetipo eterno. Así lo afirma,

sombra también, Plotino en las Ennéadas.

¿De qué Adán anterior al paraíso,

de qué divinidad indescifrable

somos los hombres un espejo roto?
J.L.B.

beppo

«And there are dresses splendid, but fantastical,
Masks of all times and nations, Turks and Jews,
And harlequins and clowns, with feats gymnastical,
Greeks, Romans, Yankee-doodles, and Hindoos;
All kinds of dress, except the ecclesiastical,
All people, as their fancies hit, may choose,
But no one in these parts may quiz the clergy, ---
Therefore take heed, ye Freethinkers! I charge ye»
G.G. (barão B.)

É só atravessar o calçadão


D6/9 Dmaj7 E7/9 Em9 A7/6 F#m7/-5 F#dim
Se você disser que eu desafino amor, Saiba que isso em mim provoca imensa dor

Em7 F#7/+5 Bmaj7 F#dim E7/9 Cm9/G Cm7/G
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu, Eu possuo apenas o que Deus me deu

Bm9/F# Dmaj9 E7/9 Em9 A7/6 F#m7/-5 F#dim
Se você insiste em classificar, Meu comportamento de antimusical

Em7 F#7/+5 Bm7 G13/-9 F#maj7 F7/+5 E7/6 A7/6
Eu, mesmo mentindo devo argumentar, Que isto é bossa nova, Que isto é muito natural

F#maj7 Gdim G#m7 Db13/-9 F#maj7 Bm9/F# E13/-9 E7/-9
O que você nao sabe, nem sequer pressente, É que os desafinados também têm um coração

Amaj7 Gdim Bm7/F# E7/6 Em7 Cm6 E7/9 A13/-9
Fotografei você na minha Rolleiflex, Revelou-se a sua enorme ingratidão

Dmaj7 Dmaj9 E7/9 Em9 A7/6 F#m7/-5 F#dim
Só não poderá falar assim do meu amor, Este é o maior que você pode encontrar, viu

Gmaj7 Gm6 F#m7 Bm9/F# Bm7/F# E7
Você com a sua música esqueceu o principal, Que no peito dos desafinados

Cm9/G Ebmaj7 E7/9 A13/-9 Dmaj7 C6 Dmaj9
No fundo do peito bate calado, Que no peito dos desafinados, Também bate um coração
A.C.J.

sábado, 10 de novembro de 2007

Tigre

«La humanidad es soltera y huérfana,
por lo que el ser humano tiene algo de tigre»
E.L.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A cair do céu

«En el centro de nuestras vidas hubo un verano. Un poeta que no escribió ningún verso, una piscina desde cuyo trampolín saltaba un enano con ojos de terciopelo y un hombre al que una noche se llevaron las nubes. Los días cayeron sobre nosotros como árboles cansados.Ésta es la historia de Miguel Dávila y de su riñón derecho. Y también es la historia de mucha otra gente, de la Señorita del Casco Cartaginés, de Amadeo Nunni el Babirusa o la de Paco Frontón y aquel coche de color fresa y nata en el que se paseaba cuando su padre estaba en la cárcel. Y también es mi propia historia. Al recordar aquel tiempo voy resucitando una parte de mí mismo. Como un viejo paisajista que al pintar los ríos, las hojas de los árboles y el azul de las montañas que tiene frente a él estuviese dibujando el contorno de sus ojos, el trazo sinuoso que el tiempo ha dejado en las arrugas de su piel. Su autorretrato. No sé qué fotografía, de todas las que nos han hecho a lo largo de la vida, sería la que acabaría por definirnos. La que por encima del tiempo diría quiénes hemos sido verdaderamente. Pero sí sé que el verano en el que ocurrió la historia de Miguel Dávila es la foto que define lo que fue el germen, la verdadera esencia de nuestras vidas.A Dávila lo vimos regresar al barrio la mañana de un día despejado de finales de mayo, cuando los jazmines de doña Úrsula empezaban a llenar la calle con su olor dulzón y los gatos que en otro tiempo había despellejado vivos Rafi Ayala maullaban con la desesperación del celo. Dávila tenía la misma figura delgada y altiva de siempre, aunque en la espalda, bajo la camisa blanca y un poco crujiente, llevaba una cicatriz de cincuenta y cuatro puntos en forma de media luna. A Dávila todo el mundo lo conocía como Miguelito. Después de la operación que sufrió aquella primavera también empezó a ser conocido como Miguelito el Poeta o, simplemente como Dávila el Loco. Bajo el brazo llevaba un libro grueso y con el borde de las hojas un poco rizadas. El símbolo de su desgracia.
(...)
Nadie supo nunca dónde estaba el padre del Babirusa. Desapareció aquella noche como si nunca hubiera existido, como si fuese uno de aquellos granos minúsculos de hielo que se derretían apenas tocar el suelo y se fundían para siempre con el agua de la lluvia. “Mi padre fue un fenómeno atmosférico”, repitió el Babirusa cada vez que se refirió a su progenitor. “Se fue como las ranas esas que se llevan las nubes y luego caen con la lluvia en otra parte, sólo que a mi padre todavía no lo han llovido”, y miraba al cielo el Babirusa, sin importarle que no hubiera el menor rastro de una nube o estuviese en mitad de una noche cuajada de estrellas. Su padre siempre estaba a punto de caer del cielo».
A.S.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O Caminho

«Pero a Daniel, el Mochuelo, le bullían muchas dudas en la cabeza a este respecto. Él creía saber cuanto puede saber un hombre. Leía de corrido, escribía para entenderse y conocía y sabía aplicar las cuatro reglas. Bien mirado, pocas cosas más cabían en un cerebro normalmente desarrollado. No obstante, en la ciudad, los estudios de Bachillerato constaban, según decían, de siete años y, después los estudios superiores, en la Universidad, de otros tantos años, por lo menos. ¿Podría existir algo en el mundo cuyo conocimiento exigiera catorce años de esfuerzo, tres más de los que ahora contaba Daniel? Seguramente, en la ciudad se pierde mucho el tiempo -pensaba el Mochuelo- y, a fin de cuentas, habrá quién, al cabo de catorce años de estudio no acierte a distinguir un rendajo de un jilguero o una boñiga de un cagajón. La vida era así de rara, absurda y caprichosa».
M.D.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

No hay caballos - I


No hay caballos - II

«Zapo. Bueno, ¿y qué hacemos ahora con el prisionero?
Sra. Tepán. Lo podemos invitar a comer. ¿Te parece?
Sr. Tepán. Por mí no hay inconveniente
Zapo, a Zepo. ¿Qué? ¿Quiere comer con nosotros?
Zepo. Pues...
Sr. Tepán. Hemos traído un buen tintorro
Zepo. Si es así, bueno.
Sr. Tepán. Usted haga como si estuviera en casa. Pídanos lo que quiera.
Zepo. Bueno
Sr. Tepán. ¿Qué? ¿Y usted, ha matado a muchos?
Zepo. ¿Cuándo?
Sr. Tepán. Pues estos días.
Zepo. ¿Dónde?
Sr. Tepán. Pues en esto de la guerra.
Zepo. No mucho. He matado poco. Casi nada.
Sr. Tepán. ¿Qué es lo que ha matado más, caballos enemigos o soldados?
Zepo. No, caballos no. No hay caballos.
Sr. Tepán. ¿Y soldados?
Zepo. A lo mejor.
Sr. Tepán. ¿A lo mejor? ¿Es que no está seguro?
Zepo. Sí, es que disparo sin mirar. (Pausa). De todas formas, disparo muy poco. Y cada vez que disparo, rezo un Avemaría por el tío que he matado.
Sr. Tepán. ¿Un Avemaría? Yo creí que rezaría un Padrenuestro.
Zepo. No. Siempre un Avemaría. (Pausa). Es más corto.
Sr. Tepán. Ánimo, hombre. Hay que tener más valor.
Sra. Tepán, a Zepo. Si quiere usted, le soltamos las ligaduras.
Zepo. No, déjelo, no tiene importancia.
Sr. Tepán. No vaya usted ahora a andar con vergüenza con nosotros. Si quiere que le soltemos las ligaduras, díganoslo.
Sra. Tepán. Usted póngase lo más cómodo que pueda.
Zepo. Bueno, si se ponen así, súeltenme las ligaduras. Pero sólo se lo digo por darles gusto».
F.A.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Madrid em Lisboa


Los hombres más capaces de pensar sobre el amor son los que menos lo han vivido; y los que lo han vivido suelen ser incapaces de meditar sobre él.
(...)
La historia del toreo está ligada a la de España, tanto que sin conocer la primera, resultará imposible comprender la segunda.
(...)
¿Qué perfección es ésta que complace y no subyuga, que admira y no arrastra?

J.O.G.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Morrer de beleza - a comer Lotus




«I walked with my eyes on the path, but out of the corners of them I saw a man hiding behind an olive tree. He did not move as we approached, but I fell that he was watching us. As soon as we had passed I heard a scamper. Wilson, like a hunted animal, had made for safely. That was the last I ever saw of him.
He died last year. He had endured that life for six years. He was found one morning on the mountainside lying quite peacefully as though he had died in his sleep. From where he lay he had been able to see those two great rocks called the Faraglioni which stand out of the sea. It was full moon and he must have gone to see them by moonlight. Perhaps he died of the beauty of that sight».

W.S.M.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Inscrição sobre as ondas


Mal fora iniciada a secreta viagem
um Deus me segredou que eu não iria só.
Por isso a cada vulto os sentidos reagem,
supondo ser a luz que Deus me segredou.

Ladaínha dos póstumos Natais

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
D.M.F.

Nocturno

«Toma y toma la llave de Roma,
porque en Roma hay una calle,
en la calle hay una casa,
en la casa hay una alcoba,
en la alcoba hay una cama,
en la cama hay una dama,
una dama enamorada,
que toma la llave,
que deja la cama,
que deja la alcoba,
que deja la casa,
que sale a la calle,
que toma una espada,
que corre en la noche,
matando al que pasa,
que vuelve a su calle,
que vuelve a su casa,
que sube a su alcoba,
que se entra en su cama,
que esconde la llave,
que esconde la espada,
quedándose Roma
sin gente que pasa,
sin muerte y sin noche,
sin llave y sin dama».
R.A.

Loucos de Amor

F.Q.